Dezembro talvez seja, dentre todos os meses do ano, aquele capaz de despertar uma grande variedade de sentimentos e sensações. Nós nos alertamos que é fim de ano quando ouvimos: “já é Natal na Líder Magazine…” Nos primeiros dias experimentamos o cansaço acumulado durante o ano misturado a uma sensação de sufocamento que vem da temperatura crescente com a proximidade do verão. Aos poucos o cansaço vai cedendo espaço para uma inquietação pela expectativa do recesso das festas de fim de ano. Há uma energia em movimento onde surgem e crescem sentimentos de angústia, ansiedade e euforia diante da proximidade do fim do ano. É preciso fazer fechamentos: relatórios, reuniões, encontros, comemorações. Nada pode ficar em aberto. Com a proximidade do Natal surge uma onda de sentimentos de generosidade e bondade que chamamos de Espírito Natalino. E então chega a noite de Natal. Para alguns uma deliciosa sensação de estar em família, para outros o sentimento de uma presença imposta, para uns a dor de uma ausência e para alguns um insustentável sentimento de solidão. Passado o Natal nos preparamos para o Réveillon. É preciso participar de uma festa, é preciso viajar. Tem que ser excitante. Na virada do ano as esperanças se acendem e torcemos com fervor para um ano novo perfeito. No dia primeiro somos tomados por um sentimento de estranheza pelo que virá, talvez até pela ressaca. No dia 2 descobrimos que estivemos enganados, que não aconteceu nenhuma mudança mágica e que os dias serão sempre os mesmos a menos que nos responsabilizemos por fazê-lo diferente. E Aí! Buscamos um calendário e vamos procurar quando é o Carnaval. Texto de: Eliane Farah