A Gestalt-Terapia (GT) é uma prática clínica da Psicologia que tem como objetivo a busca da congruência entre os pensamentos, os sentimentos e as ações, estando toda a utilização de suas técnicas subordinada a tal objetivo. A GT enfatiza os aspectos conscientes e a experiência no presente do indivíduo. O objetivo é o de ajudar o cliente a tornar-se consciente do que ele está fazendo, como ele está fazendo e como ele pode mudar a si mesmo e, ao mesmo tempo, aprender a aceitar suas limitações e valorizar suas qualidades positivas.

Em termos práticos, o cliente deve aprender a discriminar sensações e sentimentos, identificar quais necessidades estão relacionados a esses e se responsabilizar pelas escolhas que deverá fazer para satisfazer tais necessidades. Os gestalt-terapeutas acreditam que essa atitude permitirá que a pessoa desenvolva maiores e melhores habilidades de lidar com os problemas cotidianos.

A ênfase é naquilo que está sendo feito, pensado e sentido no momento, ao invés de ser naquilo que ocorreu no passado ou no que poderia ter ocorrido. O terapeuta participa ativamente como facilitador desse processo e sua presença é fundamental uma vez que auxilia a pessoa a experienciar seus sentimentos e sensações.

Para a Gestalt-Terapia nossa maneira de ser é o resultado das nossas tentativas de estabelecer uma espécie de acordo com o ambiente para que nossas necessidades sejam atendidas. Para os gestalt-terapeutas os problemas das pessoas são devidos ao conflito entre a expressão autêntica de suas sensações e sentimentos e a manutenção do acordo com o ambiente uma vez que depende dele para sobreviver tanto fisiologicamente quanto emocionalmente. Desde a infância vamos construindo formas de relacionamento com o mundo baseadas nas estratégias que desenvolvemos acreditando não desagradar aqueles dos quais dependemos fisicamente e emocionalmente. Assim nossa interação atual com o mundo pode estar baseada em velhas estratégias, desatualizadas em relação às nossas capacidades e relacionamentos atuais.
Texto produzido por Eliane Farah, 2009.